sábado, 26 de março de 2011
Era uma vez duas amigas...
Ela se viu em mim e eu me projetava nela. Duas forasteiras, destemidas, corajosas, com a faca entre os dentes. Duas profissionais dedicadas, esforçadas, disciplinadas, desconhecidas, que viraram colegas e se tornaram amigas sem ter a real dimensão disso. Uma seguindo os passos da outra que parou e deu meia-volta, como quem deixa a caneta cair e só percebe alguns passos a frente. Em comum, a paciência acumulada que transborda e vira ansiedade. Ânsia por viver, viver para sentir, sentir para realizar. Dois empreendimentos ambulantes, planejamento e execução, solúveis e sem amarras, uma interfere no andamento da outra e... Caneta apanhada, vamos em frente.
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